artigo recomendado


Lopez, Felix, & Almeida, Acir. (2017). Legisladores, captadores e assistencialistas: a representação política no nível local. Revista de Sociologia e Política, 25(62), 157-181.
O artigo analisa a representação política local, focando as percepções e práticas cotidianas dos vereadores. Em particular, analisam-se suas escolhas entre estratégias de representação clientelistas e universalistas. Utilizam-se dados originais de entrevistas abertas semiestruturadas com amostra não representativa de 112 vereadores de 12 municípios de Minas Gerais. Por meio de análise qualitativa, classificam-se os vereadores em três tipos, de acordo com sua principal estratégia de representação, a saber: “legislador”, que se dedica mais às funções formais da vereança; “captador”, que prioriza o atendimento de pedidos coletivos dos eleitores; “assistencialista”, que prioriza o atendimento de pedidos particulares. Os resultados sugerem que essas estratégias são qualitativamente distintas e que a probabilidade de ocorrência do tipo assistencialista é maior em municípios pequenos, crescente no acirramento da competição política e decrescente na volatilidade eleitoral.
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13 de dezembro de 2017

periódicos de ciência política do Brasil

[grafo do Gephi para os seis 
principais periódicos de 
Ciência Política do Brasil: 
549 artigos (2013-2016)]



Mesas separadas? 

Uma análise das citações concedidas e recebidas dos periódicos de Ciência Política no Brasil


Adriano Codato
Rodrigo Horochovski
Neilor Camargo
Lucas Massimo


No grafo, os artigos estão agregados em nós únicos que representam os periódicos em que foram publicados, os quais se conectam aos autores referenciados nos artigos.
O Cálculo de modularidade (resolução 1.0) resultou em seis comunidades. A distribuição (layout) do grafo representa esta divisão. Cada uma das revistas analisadas ficou em uma das comunidades identificadas pelo software. Como resultado, pode-se conjecturar que cada revista nucleia uma comunidade de autores/temas.


Conference: 41o. Encontro Anual da Anpocs October 2017
DOI: 10.13140/RG.2.2.28170.36801



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http://bit.ly/2z8fUkT
Research Gate
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posições sociais e recrutamento político: um debate metodológico e um modelo novo

[senador Romero Juca (PMDB-RR) 
em sessão ordinária no Congresso 
(foto: Marcos Oliveira/Agência Senado)


article:
Social positions and political recruitment: A study of Brazilian senators

Adriano Codato, Lucas Massimo e Luiz Domingos Costa

Tempo Social 29(3):111-135 November 2017

DOI10.11606/0103-2070.ts.2017.125879



Abstract

This article discusses the methodology for the definition, classification, and measurement of social positions of the parliamentary political elite. We present some theoretical and methodological strategies for classifying the variable “occupation held prior to political career”, and suggest the use of more than one indicator for this measurement. We argue that a typology of both social and political characteristics of parliament members is the best way to grasp the transformations on the patterns of political recruitment throughout the 20th century. The first model we tested classified Brazilian senators elected between 1918 and 2010 among occupations conventionally used in studies on political elites. The second applied model seeks to change the coding of occupations so as to grasp this group’s sociopolitical transformations over time. We conclude with a new classification suggestion, which results from a typology sensitive to the varying values ascribed to professional occupations throughout history.



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http://bit.ly/2Aiy15E
Research Gate
http://bit.ly/2AiaHoq
Academia.edu
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26 de novembro de 2017

a coautoria na Ciência Política brasileira

[Swiss Gymnastics
Date taken: April 1938
Photographer: Hansel Mieth]



A colaboração na Ciência Política brasileira: um estudo exploratório do padrão de coautorias em periódicos nacionais

Adriano Codato, Rodrigo Horochovski, Neilor Camargo, Lucas Massimo
Universidade Federal do Paraná (Brasil)

9 º Congreso ALACIP
Panel Grupo Historia de la Ciencia Política
26-28 de Julio de 2017, Montevideo



À primeira vista, tem crescido o número de coautorias em artigos na Ciência Política brasileira publicados nos principais periódicos da área.
Esta pesquisa explora dados sistemáticos da base SciELO Analytics Brasil para determinar a magnitude desse fenômeno.
Hipótese: quanto mais a Ciência Política brasileira se aproxima de um padrão de ciência "normal", mais cresce a coautoria; esse fenômeno está ligado ao aumento quantitativo de cursos e de alunos na pós-graduação; ele é muito maior do que na Sociologia e na Antropologia, e mais ainda do que nas outras carreiras de Humanidades (História, Filosofia, etc.).



LaCC - Laboratório de Análise do Campo Científico (UFPR, Brasil)



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http://bit.ly/2BdDCdJ
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14 de janeiro de 2017

resenha: retratos da classe política brasileira (2)

[Deputado Heráclito Fortes
PSB/PI]




Bruno Fernando da Silva, Da seleção de candidatos ao recrutamento político no Brasil (1986-2014). Política & Sociedade, vol. 15, n. 32, 2016.



Resenha de CODATO, Adriano; COSTA, Luiz Domingos; MASSIMO, Lucas (Eds.). Retratos da classe política brasileira. Estudo de Ciência Política. Saarbrücken: Novas Edições Acadêmicas, 2015. 333 p.

Retratos da classe política brasileira é uma coletânea de artigos de Ciência Política que reúne trabalhos que contemplam desde a seleção de candidatos e as motivações para o ingresso na política até o recrutamento político e os determinantes do sucesso eleitoral. A obra, dividida em dez capítulos, fornece uma grande contribuição para o campo de estudo de elites políticas, enfatizando, sobretudo, a importância de variáveis políticas e sociais para compreender fenômenos políticos. Além disso, os trabalhos contidos no livro promovem um intenso debate com estudos nacionais e internacionais da área, trazendo importantes reflexões teóricas e metodológicas para se tentar compreender os processos em andamento na política nacional. O livro, portanto, partilha do mesmo interesse recente
demonstrado por pesquisas como de Rodrigues (2002 e 2006), Marenco dos Santos e Serna (2007), Perissinotto et al (2007), Braga (2008), Perissinotto e Miríade (2009), Coradini (2012), Marenco dos Santos (2013) e outros tantos. Para esses autores, a classe política brasileira é um fenômeno relevante a ser explicado e, para isso, deve-se investigar desde aspectos sociais de candidatos e eleitosaté a importância de variáveis demográficas, partidárias e ideológicas.

[continua...]

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resenha: retratos da classe política brasileira (1)

[Detectores de Altura nº 11, 2000
processo cromógeno
80,0 x 125,0 cm (80,0 x 125,0 cm)
montagem
© Marcelo Zocchio]


ARAUJO, Paulo Magalhães. Rev. Bras. Ciênc. Polít.,  Brasília ,  n. 19, p. 317-330,  Apr.  2016.


Resenha de Codato, Adriano; Costa, Luiz Domingos; Massimo, Lucas. Retratos da classe política no Brasil: estudos de ciência política. Saarbrücken: Novas Edições Acadêmicas, 2015.

A separação entre governantes e governados nos sistemas políticos modernos evoca o recrutamento político e a formação de elites como centrais na discussão sobre a democracia. Tipicamente, estudos sobre recrutamento político permitem rastrear a trajetória dos representantes desde suas origens sociais, passando por processos de diferenciação que as "descolam" de tais origens, até sua entrada nas arenas de poder (Czudnowski, 1975). Já os estudos sobre elites, em termos estritos, visam entender as configurações sociopolíticas desse segmento social, sua distribuição nas arenas de poder, bem como suas atitudes, opiniões e tendências comportamentais (Anastasia et al., 2010). Sem dúvida, as elites políticas eletivas são privilegiadas nessas duas vertentes de estudos. É inegável a importância dessas pesquisas para o entendimento das dinâmicas referentes à composição e aos potenciais da representação democrática (Anastasia et al., 2010).

Este é logicamente um campo complexo de pesquisa. Novato ou experiente, um pesquisador brasileiro que resolva investir em estudos na área deve dedicar muito esforço para localizar a dispersa - embora crescente - produção bibliográfica e organizá-la a partir de seus recortes temáticos, perspectivas teóricas, estratégias analíticas, metodologias... Um dos méritos do livro Retratos da classe política no Brasil é, precisamente, oferecer ao leitor um portfólio das pesquisas na área, mobilizando uma literatura ampla e atual para avaliar a origem, a formação e o perfil da elite política brasileira - e dos segmentos sociais que buscam integrá-la.

A coletânea foi lançada como e-book e reúne trabalhos já publicados ao longo dos últimos três anos, na forma de artigos ou capítulos de livros, por um grupo de pesquisadores que compartilham o interesse pelo tema. Embora variem em termos dos objetivos específicos, do tipo de dados mobilizados e dos métodos e técnicas de análise, os textos que compõem a obra refletem um esforço coletivo de pesquisa que busca integrar dimensões referentes à estrutura socioeconômica, à cultura, às instituições formais e aos elementos subjetivos que orientam as ações políticas. A tipologia adotada varia levemente de um capítulo a outro conforme o foco do estudo, mas a tripartição das dimensões em socioestrutural, político-institucional e atitudinal - proposta por Bruno Bolognesi e Pedro Medeiros - encampa o esforço geral da obra de identificar e integrar os fatores explicativos dos fenômenos em análise.

[continua...]

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http://bit.ly/2jk0BxG
[html]

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29 de dezembro de 2016

medindo o conservadorismo dos brasileiros

[Série Sumaré, 1998
vidro sobre vidro
160,0 x 110,0 cm (175,0 x 125,0 cm)
montagem © Alex Flemming.
Pirelli MASP]

Entrevista ao NexoJornal

Como é medido o conservadorismo do eleitor e quais os limites dessas projeções
* Bruno Lupion 28 Dez 2016 (atualizado 28/Dez 15h26)

http://bit.ly/2hzdKne

Pesquisa Ibope identificou expansão da parcela mais conservadora no Brasil. Há diversas formas de classificar as preferências de uma pessoa em um mapa ideológico, mas definições suscitam críticas.

O Nexo perguntou a dois professores se a classificação dos eleitores entre conservador, liberal, esquerda e direita é adequada para explicar as diferentes inclinações políticas em uma sociedade:

É possível dividir as pessoas em esquerda, direita, liberal e conservador para tentar explicar a sociedade hoje em dia?

ADRIANO CODATO : Sim, todo os comportamentos sociais são passíveis de mensuração e classificação. Como a gente não deve assumir que cada indivíduo é absolutamente único, e que os comportamentos são socialmente condicionados, é possível achar padrões e tendências em atitudes, valores e interesses.
Porém, há boas medidas e más medidas. Simplesmente perguntar se a pessoa é de esquerda ou de direita é ruim, porque supõe que o entrevistado tenha os conceitos de esquerda e direita como os da filosofia política. E as pessoas não necessariamente têm esse entendimento.
É preciso tomar uma série de atalhos para medir esses comportamentos. Um desenvolvimento interessante é o Political Compass, que tem mais de 30 questões. Quando há poucas questões e poucas alternativas para as respostas, você pode forçar posicionamentos e ninguém vai para a coluna do meio, que é onde ficam os que têm opiniões nuançadas, de centro.

ROBERTO ROMANO : Nunca foi possível fazer isso. Essa utilização de esquerda, direita, centro, abaixo é muito ligada a circunstâncias, são termos imprecisos. Foram universalizados indevidamente enunciados que serviram para movimentos políticos ao longo da história.
Há um linguista, Émile Benveniste (1902-1976), que se preocupou com a questão da continuidade do discurso. Todo discurso precisa de conectores, e ele chamou certas palavras de palavras-embreagens: você vem numa determinada realidade e, em algum momento, não há possibilidade de continuar a se expressar. Aí, assim como em um caminhão quando há troca de marcha, essas palavras-embreagem servem para manter um mínimo de coerência no discurso ao longo do tempo.
Mas, se você refina a análise, vê que elas não dão mais conta do que pretendem enunciar. É complicado dividir grupos e sociedades inteiras segundo essa terminologia de esquerda, direita, conservador. Se você pega a União Soviética, supostamente ela seria de esquerda, mas primou por práticas ligadas ao fordismo, uma forma de pensar produtiva e disciplinada, que tem pouco a ver com a história do pensamento atribuído à esquerda.

Como a população brasileira se movimenta em relação a esses enquadramentos?

ADRIANO CODATO : É possível identificar padrões. Você tem uma direita autoritária, no estilo do [deputado federal Jair] Bolsonaro (PSC-RJ). Há também uma esquerda autoritária, que são esses micropartidos de extrema esquerda que só existem dentro das universidades — um exemplo são os que invadiram o departamento de ciência política da Universidade Federal de Pernambuco. Uma figura pública da esquerda liberal seria o prefeito de São Paulo [Fernando Haddad], que é a favor da regulação estatal, como reduzir a velocidade das marginais, ao mesmo tempo em que criou políticas de apoio para que pessoas transgênero possam comprar apartamento. E há um direita libertária, que são os caras do MBL [Movimento Brasil Livre]. Embora seus métodos de ação política sejam agressivos, eles têm um discurso de que o Estado deve ficar de fora, inclusive da vida privada dos indivíduos.
O que chama a atenção no Brasil é que, nas últimas métricas do World Value Survey e do Latinobarômetro, não houve aumento do conservadorismo, mas um aumento das posições extremas quando se pergunta ao entrevistado se ele é de esquerda ou de direita. Quando você vê o gráfico comparando vários países do mundo, percebe que quase todos os respondentes tendem a ficar nas posições do meio, é quase um sino perfeito — sobe no meio e cai nas pontas. O Brasil é o único país onde as pontas passam de 12% do total. Mas a gente não sabe se as pessoas que responderam ao questionário sabiam o quem estava respondendo. Em todo caso, chama a atenção que essa pesquisa foi feita após uma eleição [de 2014] com muita polarização.

ROBERTO ROMANO : Entre esses termos, o mais conhecido é o conservadorismo. O que é conservadorismo? É um pensamento que surge depois das revoluções francesa, americana e inglesa, no sentido de negar a passagem da aplicação da ciência mecânica ao plano político. Os conservadores surgiram para quebrar a hegemonia do pensamento mecânico, que vê a realidade social como uma máquina, na qual é possível aperfeiçoar o Estado artificialmente e rumar para o progresso. Eles adotam uma forma de pensar orgânica, na qual a sociedade deve crescer segundo padrões dela mesma, sem interferências externas. Para que você classifique uma pessoa ou movimento como conservador, é necessário que ela tenha essa característica, de querer manter a ética, a arte e a religião de um determinado povo.
É muito difícil dizer que o povo brasileiro pensa dessa maneira. Além de conservador ser aplicado como uma palavra-embreagem, é difícil dizer que a massa média da população brasileira é conservadora. Muitos comportamentos chamados de conservadores são próprios de uma estrutura familiar patriarcal, como o machismo. Você pode encontrar um militante de esquerda com comportamentos extremamente patriarcais, por exemplo.


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20 de dezembro de 2016

bancada da bala

[Alberto Fraga(DEM-DF) e 
Jair Bolsonaro (PP-RJ)
Foto: Ailton de Freitas] 











novo artigo: BERLATTO, Fábia; Codato, Adriano; BOLOGNESI, Bruno. Da polícia à política: explicando o perfil dos candidatos das forças repressivas de Estado à Câmara dos Deputados. Revista Brasileira de Ciência Política, n. 21, 2016.


From Police to Politics: analyzing the profile of candidates from the State’s repressive Forces to the Chamber of Deputies


ABSTRACT:

The present article explores the social profile and political party preference by members of the State Repressive Forces with a career in institutional politics during the last two decades in Brazil. By means of descriptive statistics, we underline the particularities of Police and Military candidates for a federal deputy office. Findings from this research indicated abrupt changes, from one election to another, among the parties in which these candidates were most highly concentrated. If the transition from police to politics during the 1990s occurred through major right-wing parties, in the 2010 decade it takes place through small parties without clear ideological identities (“physiological parties”). In addition to the constitutional impediment of military personnel affiliation to political parties, the lack of a systematic preference for a party college type may be the effect of a strategic behavior, since not only is it easier to obtain a nomination within these small parties, but there also exists a greater lenience toward personalist discourses, such as those espoused by these policeperson-candidates. This behavior is also related to a negative view of traditional politics and established politicians within major parties as well as a condemnation of political programs with overly generic ideological appeals. Such candidates favor certain specific agendas, such as the demands from their own professional corporations.

Keywords: repressive forces of the State, party preference, social profile, elections, candidates.

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SciELO


Academia.edu
http://bit.ly/2ha3LED

SER UnB
http://bit.ly/2ha3Qbp

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13 de dezembro de 2016

senadores brasileiros: da democracia à ditadura

[Palácio Monroe, 
antiga sede do Senado Federal.
Rio de Janeiro] 






novo artigo:

Adriano Codato, Luiz Domingos Costa, Lucas Massimo, Flavio Heinz.
Regime político e recrutamento parlamentar: um retrato coletivo dos senadores brasileiros antes e depois da ditadura. Revista de Sociologia e Política (Online), v. 24, n. 60 p. 47-68, 2016. DOI 10.1590/1678-987316246005

Political Regime and Parliamentary Recruitment in Brazil: A Collective Profile of Senators before and afterthe Dictatorship

Abstract:

The article rebuilds the collective profiles of the Brazilian Senate benches in three periods: the populist democracy (1945-1964) , themilitary dictatorship (1964-1979) and the regime of transition to liberal democracy (1979-1990). The time frame takes into accountthree party systems: multipartisan (1945-1965), bipartisan (1965-1979) and multiparty one more time (1979 ahead). The hypothesisweseekto test is thefollowing:changesin thesocialprofileandtheprofileof thepoliticalcareerof parliamentariansshould berelatedto the type of political regime and, more specifically, with the then current party system. In the case analyzed here, is assumed the at-tributes of Brazilian Senate members elected under a system of several competing parties must be distinct from attributes of thoseelected under bipartisanship – even though the electoral rules were the same. In order to analyze the impact of the changes in condi-tions for access the upper chamber 351 senators were studied. The data shows these representativeshad the profile of their careersse-verely affected by variations in the parameters of political competition imposed by the military dictatorship. The narrowing of opportunity structure, a straight effect of bipartisan system, was responsible for harming competitors without major political experi-ence.With the reintroductionof multiparty politics in the 1982 elections,the characteristicsof these parliamentarycareerscamebackto the previous profile previous to 1964.

KEYWORDS: Federal Senate; parliamentary recruitment; political career; political regime; party system.

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SciELO


Academia.edu
http://bit.ly/2hA5kLX

SER UFPR
http://bit.ly/2hA1yCf

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13 de agosto de 2016

On the immediate rejection of manuscripts without external peer review


[Bibliothèque nationale de France
www.bnf.fr] 




By Lucas Massimo and Adriano Codato





Since 2013 the editors of Revista de Sociologia e Política have been collecting data that allowed analyzing basic indicators on the evaluation process of manuscript submitted to the journal. These data were published as an editorial, annually, in June of 2014, 2015 and 2016. In these texts we summarized the results to formulate a proposal for the management routine of high-impact journals, based on decisions made on preliminary analysis by the editors, without consulting anonymous independent reviewers, also known as “desk review evaluation”.

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http://bit.ly/2aTgIxW
SciELO in Perspective
August 10, 2016 5:42 pm


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15 de julho de 2016

a distribuição jurídica do poder político na ditadura de Vargas

[Getulio Vargas e o governador Ademar de Barros 
durante a campanha para a presidência da República.
Arquivo CPDOC/FGV] 





novo artigo:


A. Codato and W. Guandalini Jr., “O Código Administrativo do Estado Novo: a distribuição jurídica do poder político na ditadura,” Estudos Históricos (Rio Janeiro), vol. 29, no. 58, pp. 481–504, May 2016.


Resumo
O artigo discute as duas versões do Decreto-Lei 1.202/39 e suas alterações durante o Estado Novo (através do Decreto-Lei 5.511/43 e do Decreto-Lei 7.518/45). Analisamos os diferentes formatos da disposição jurídica que definiu tanto os poderes formais das oligarquias estaduais depois da Revolução de 1930, quanto a agenda político-burocrática dos Departamentos Administrativos dos estados. Trata-se de avaliar a capacidade legal
desses aparelhos para formular políticas e tomar decisões, precondição para entender seu poder de agenda. A análise dessa legislação permite compreender como a divisão do trabalho político e burocrático operava no Estado ditatorial, as conexões entre os seus centros de poder e a distribuição do poder pelas oligarquias.

Palavras-chave: Estado Novo; regime ditatorial; Decreto-Lei 1.202; Departamentos Administrativos; Getúlio Vargas.



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[FGV]

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2 de julho de 2016

conexões de mercado dos diretores e presidentes do Banco Central do Brasil

[In Moscow living room by B. Kustodiev
before 1913
detalhe] 

Conference Paper · July 2016

Quinto Congresso Latino-Americano de História Econômica (CLADHE V), At São Paulo (Brazil)

Entre o público e o privado: trajetórias profissionais e conexões de mercado dos diretores e presidentes do Banco Central do Brasil

Adriano Codato (UFPR, Brasil)
Marco Cavalieri (UFPR, Brasil)
Renato Perissinotto (UFPR, Brasil)
Eric Gil Dantas (UFPR, Brasil)
Rodolfo Palazzo Dias (UFSC, Brasil)

Resumo
O Banco Central é visto como uma das instituições mais insuladas e mais “técnicas” do governo brasileiro. No entanto, nenhuma instituição de governo consegue estar completamente isenta de interferências externas. Nesse contexto, estudos sobre fontes de recrutamento e padrões de carreiras dos indivíduos que ocuparam os postos de direção de uma agência pública podem oferecer indícios de como instituições (públicas e privadas) e grupos (burocráticos, empresariais, acadêmicos) podem modelar preferências políticas e interferir, ainda que indiretamente, em instituições tidas como autônomas. A maior parte das análises sobre elites estatais, incluído aí os estudos disponíveis sobre Bancos Centrais, costumam tratar apenas das instituições imediatamente anteriores ao recrutamento dos dirigentes. O objetivo deste paper é ultrapassar essa abordagem, englobando todas as instituições que os dirigentes do Banco Central do Brasil (BCB) passaram durante suas vidas profissionais. Isso permitirá uma visão mais completa e mais complexa das trajetórias desses agentes, demonstrando, através de quatro sociogramas construídos com o software UCINET, as suas conexões entre os mundos público e privado, entre as esferas nacional e internacional, bem como a centralidade de determinadas instituições empresariais e acadêmicas para a construção de suas respectivas carreiras. O universo estudado aqui é o dos 40 diretores e 6 presidentes do BCB entre os anos de 1995 e 2016. Esse período de tempo corresponde a seis mandatos presidenciais distintos, ocupados respectivamente por Fernando Henrique Cardoso (PSDB), Lula (PT) e Dilma Rousseff (PT). 

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o conceito de ideologia no marxismo clássico

[http://www.123rf.com/stock-photo/ideology.html] 


novo artigo:

Adriano Codato

O conceito de ideologia no marxismo clássico: uma revisão e um modelo de aplicação
The Concept of Ideology in Classical Marxism: A Review and an Application Model 

Política & Sociedade, v. 15 n. 32 2016

Abstract
The purpose of this essay is to unveil some operational aspects of the theoretical notion of "ideology" as conceived by the Marxist tradition in order to emphasize its usefulness in social analysis. The argument to be defended here is that, either updated or not according to academic fashions, this term still works properly as long as it is understood in its full meaning. I then show how the transfiguration of the concept’s meaning (from a negative to a positive sense) and the reality it describes (from a purely mental phenomenon to a material structure) allows us to understand ideological practice as social practice, and how all this comes caught up by the notion of "tradition” as conceived by Marx and Engels. Then, I enumerate some theoretical and methodological requirements to produce a map of ideologies in a particular social formation. This map should serve not only to describe the topology of a given ideological field, but also to demonstrate how, when and why a particular ideology became the official ideology and its discourse, the dominant discourse.

Keywords: ideology, Marxism, ruling ideologies, social theory, social analysis.

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